O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (31) que estava revisando US$ 9 bilhões em contratos federais e subsídios concedidos à Universidade Harvard como parte de um esforço contínuo para reprimir o que alega ser antissemitismo em campi universitários.
Os Departamentos de Educação, Saúde e Serviços Humanos e a Administração de Serviços Gerais dos EUA afirmara, em uma declaração conjunta por escrito, que US$ 255,6 milhões em contratos entre Harvard, suas afiliadas e o governo federal estavam sendo revisados, juntamente com US$ 8,7 bilhões em compromissos de subsídios plurianuais.
O foco em Harvard vem depois que o governo Trump cancelou neste mês US$ 400 milhões em financiamento federal para a Universidade Columbia, outra escola da Ivy League.
A Universidade de Columbia foi o epicentro dos protestos anti-Israel que eclodiram em vários campi universitários dos EUA após o ataque do Hamas em Israel em 7 de outubro de 2023 e a subsequente guerra de Israel em Gaza. A presidente interina da universidade anunciou que estava deixando o cargo no fim de semana.
O governo Trump criticou as universidades por não fazerem o suficiente para combater o antissemitismo e garantir a segurança dos alunos durante os protestos.
“Harvard tem servido como um símbolo do Sonho Americano por gerações – a aspiração máxima para estudantes de todo o mundo trabalharem duro e ganharem admissão na instituição histórica”, disse a Secretária de Educação Linda McMahon.
“O fracasso de Harvard em proteger os alunos no campus da discriminação antissemita – tudo isso enquanto promove ideologias divisivas em vez da livre investigação – colocou sua reputação em sério risco”, acrescentou.
Harvard não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
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